"Rawr - means 'I love you' in dinosaur."
Lembrei.
Reli, revivi... O que queria e não queria. Ver ou não ver, pensar ou não pensar. Recordar ou não recordar.
A cama está vazia, estranhando o corpo, o espaço preenchido. O quarto está frio, falando de memórias. Eu repeti-me - numa ilusão de um sim, que no fundo é um não. Pelo caminho, chamei baixinho e não se ouviu. Só agora li tudo o que eu no fundo procurava, tudo o que eu queria saber. E lembrei o que não sabia que esqueci. Todas as palavras e letras que foram muitas. Mas os gestos lá estiveram: ainda me convenço. Um esforço oculto, será que por não visto não é real? Terá menos ou nada de valor?
Me escondo, afasto, me guardo. Enquanto mais se tenta, menos se têm?
Queria voltar aquela praia, sentindo a areia escorregar de mansinho nos dedos, na pele. A água que não arrefece o corpo e o cheiro. O sabor da maré a descer, da brisa no meu cabelo. E tu bem de perto, deslizando a mão que não se sente, mas que me deixa arrepiar. Quem me dera que ouvisses, quem me dera que cheirasses, que me dera que soubesses...
Amo-te mais do que as estrelas que se podem contar. Entre seja lá o que for, a cima do que venha. E não se vê. Já que amor é fogo que arde sem ver... Então que arda até morrer.
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