Os problemas começam com coisas simples como gostar. Sem perceber porquê, mexeu comigo, eu contigo, e criamos um problema. Jogamos inesperadamente, com olhares cúmplices que raramente se encontravam. Brincadeiras de crianças, proximidade incerta. Íntimos.
A tua ausência criou um vazio, que me fez procurar-te em cada canto. Trocamos mais do que sonhos, mais do que palavras, mais do que caricias. Tudo deu imensas voltas, tantas, tantas...
Já ponderei sobre tudo, a mais e a menos. Para no fim chegar sempre à mesma porra de conclusão. Entranhaste-te em cada pedacinho de mim, até nas vezes que me tentei afastar. Mas tu parece que corres dentro de mim, tão oculto, tão fundo que às vezes dói descobrir-te. Gostei de ti, até nas vezes que te detestei. E o que é isso? No mundo tão grande, numa vida tão longa? Sei lá...
Só sei das tantas vezes que me tentei declarar e afirmar, das malditas contradições. E tudo aquilo que penso. É que quem me dera que a vida se resumisse ao hoje, só. Tudo o que vem depois é simplesmente exaustivo. É demasiado.
Quantas frases mentais te disse, quantas cartas imaginárias te dei. Todas as que não ouviste, não entendes, não sabes. Aquilo que a complexidade chama, onde ligamos o "complicómetro" e só sai disparate. Quando se ama só se sente. Não se diz, não se fala, não se mostra. Nada. Sente-se. E sonha-se. E tudo isso estará sempre depois de mim, meu amor.
Estou cansada de fugir para me tentar prevenir de um tombo grande. De me esconder com medo ou de racionalizar para não me magoar. De procurar de onde me perdi, de tentar traçar planos sem sentido. Quando a única coisa que me rege sempre... é o coração. O meu, aquele que quando me pergunto irritada à minha cabeça "E agora?! O que faço?!" me responde "Segue o teu coração.". E o problema está em quando não queremos a lista que ele nos dá. Quando me rejeitei de mim por medo. Medo de ti, de te perder, sei lá. Esqueci-me de gostar de mim. Rejeitei-me.
Tenho lágrimas a escorrer, porque quando se reflecte só se quer realmente perceber o sentimento. Numa tentativa de mostra-lo. Tudo aquilo que escrevo foi sempre aquilo que senti. E todos os meus olhares, foram mais do que isso. Até aqueles que não viste, porque esses foram os que vieram mais do fundo. É com carinho que vou apreciando cada contorno teu, e vejo com olhos diferentes. Gosto de ti.
Quem me dera que entendesses tudo isto. Que te tocasse, que visses, que sentisses, sei lá. Quem me dera que não fossem só mais uns disparates em vão. Porque esta noite não me importa o resto, nada, nada, nada! Porra, eu amo-te. (Tah? Pode sê? T'ânquilo?) No meio de tudo ou nada, agora ou nunca, seja até quando for, essas merdas todas. Der para onde der. Não quero saber.
Amo-te, como a vida até aqui me ensinou a amar-te.
"Quando não estou contigo, caminho, olho a 360 graus e não te vejo, sinto-me triste. Sinto a tua falta. O teu cheiro é uma droga para mim. Não sais dos meus sonhos, acordados ou desacordados. Tua voz encanta-me, deixa-me calmo, tira-me a energia má, não penso em nada a não ser o momento em questão que estou contigo. Teu toque é como se me activasses, a bomba dentro de mim começa a bater e a querer mais e mais."
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